24/03/2021

O Sling, técnica que consiste em utilizar um pedaço de tecido extenso para carregar a criança, vem ganhando cada vez mais popularidade por facilitar o dia a dia dos pais com os pequenos.

Segundo muitos estudos, o contato pele a pele estimula a amamentação, regula a temperatura corporal, aumenta o vínculo emocional, aumenta a segurança e a tranquilidade, facilita a digestão do bebê por conta da posição, melhora a eliminação de gases e o tratamento do refluxo, e ainda acalma e melhora o sono do neném.

Posso carregar o bebê de frente para o mundo no sling?

Carregar o bebê virado para frente torna mais difícil responder aos estímulos dele. Sem contato visual é mais difícil interagir com ele, verificar suas vias aéreas e perceber suas necessidades. De acordo com estudos, até mesmo quando a criança está no carrinho virada de frente interfere na capacidade interativa.

A posição flexionada que um bebê assume no peito de sua mãe, quando de frente para ela, é mais eficiente na conservação de calor do que quando o peito está exposto. O bebê também tem mais células de gordura (isolamento) do lado de trás do que na frente.

9 motivos para não carregar o bebê de frente no sling

Quando o sling é usado de maneira incorreta, pode prejudicar tanto a criança como o adulto, criando problemas físicos e cognitivos para o pequeno. Veja porque não fazer isso:

1. Não suporta as pernas do bebê

A parte superior das pernas do bebê deve ser puxada até o nível do quadril, sendo possível apenas quando o tecido cobre toda a parte de trás da coxa até a parte de trás do joelho ou ainda se o transportador tiver apoio para os pés.

Quando o bebê está virado para frente, suas pernas não têm  suporte e a coluna e quadril do pequeno são suportados juntos e ele não tem um lugar para “sentar” de forma correta e encaixando com o corpo do adulto.

2. Dificuldade no transporte

Estando de frente para o mundo, para o adulto é mais desafiante carregar a criança, pois seu corpo não tem o encaixe, fazendo com que o corpo fique arqueado nas costas para compensar a curvatura, causando sérios problemas a médio e longo prazo.

3. Costas arqueadas e pressão sobre a coluna vertebral

Colocar o bebê de frente para o mundo e de costas para o adulto no sling é fazer com que ele estique a curva naturalmente arredondada da coluna e tendo músculos abdominais fracos e ossos retraídos, a pélvis da criança acaba se inclinando para trás e é forçada a carregar o peso do corpo e ainda absorver a força de cada passo que o adulto dá, comprometendo sua coluna vertebral.

4. Pressão invertida sobre a virilha

Com a posição virada para frente, o bebê fica suspenso por suas partes mais sensíveis como coxas, e isso pode irritar o corpo do pequeno, principalmente os meninos.

5. Estímulos em excesso

Estar em contato com todos que passam pode ocasionar excesso de estímulo para o bebê e agitar seu desenvolvimento com muitas informações, além de que isso pode fazer com que ele tenha contato e influência de pessoas que possam oprimir seu desenvolvimento.

6. Peso da cabeça ou pescoço

A asfixia posicional é quando o bebê não tem controle do seu pescoço e seu queixo cai em direção ao colo, comprometendo as vias respiratórias da criança.

A comissão de segurança dos produtos consumidos nos Estados Unidos aprovou uma lei em que os rótulos de advertência, de transportadores para a frente, devem indicar que os bebês não devem ficar para fora até que tenham o controle total da cabeça e pescoço.

A lei não se aplica para crianças dormindo, mesmo que eles não tenham o controle da cabeça e pescoço, isso pode prejudicar gravemente o crescimento do bebê.

7. Regulação térmica

A posição flexionada em que o bebê assume o peito do adulto, quando está de frente para quem o carrega, é mais eficiente na conservação do calor do que quando a criança fica exposta. O bebê também tem mais células de gordura (isolamento) do lado de trás do que da frente, é por isso que carregar de costas para o mundo é mais seguro.

8. Respostas de estímulos

Sem o contato visual, do bebê no sling com o adulto, fica quase impossível responder a estímulos que o pequeno envia, como verificar vias aéreas e necessidades momentâneas quando está sendo carregado.

9. Centro da gravidade

Na grande maioria das vezes, os dedos indicadores do adulto ficam de fora para que o bebê possa agarrar e se estabilizar, ou ainda apoiar as pernas do bebê levantando-as para frente criando um centro de gravidade para a criança.

Sem isso, a tendência é que o bebê arqueie as costas sobre o peso do seu próprio corpo e o adulto carregue um peso maior arqueando a espinha e causando dores nas costas.

Carregue de forma ergonômica

Os estudos já comprovam que carregar de frente para o mundo é prejudicial para a criança como também para o adulto, por todos os motivos que citei aqui.

Quando ele fica virado para ela, com as perninhas e bracinhos de frente com ela, a postura do bebê fica ereta e da mamãe também. O que não acontece quando o bebê está virado para frente, pois o peso acaba fazendo com que a mamãe se encurve, causando dores nas costas e na lombar.

Por isso, antes de comprar um sling, verifique a ergonomia, pensando no bebê e nas pessoas que irão carregá-lo, como também no tecido e formato do sling para que possa ser usado nos primeiros anos de vida da criança com segurança para todos.

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