Eu já participei de diversas entrevistas, tanto em grandes emissoras de televisão como de rádio e digitais, mas confesso que nunca imaginei que chegaria aonde estou agora por causa do empreendedorismo.

O empreender veio na hora certa e me faz buscar com determinação meus objetivos e sonhos levando minha liberdade de escolha sempre como um dos valores que me motivam a seguir em frente. Queria compartilhar um pouco mais da minha história, para você me conhecer, mesmo que virtual.

Onde tudo começou

Eu sou a Déborah de Moraes Santana, nasci em São José dos Campos, interior de São Paulo.  Meus pais eram veterinários, eu e minha irmã crescemos em Sorocaba, meus pais se separaram quando eu tinha 8 anos e minha irmã 6 anos.

Meu pai voltou a morar em São José dos Campos e nós ficamos em Sorocaba com a nossa mãe. A minha mãe sempre trabalhou muito e a gente não tinha nenhum parente na cidade e crescemos com a ajuda de babás e empregadas que naquela época moravam conosco.

Durante a minha infância, eu e minha irmã frequentávamos a ACM (YMCA – Associação Cristão de Moços), no período contrário da escola. Fazíamos várias atividades (ballet, jazz, natação e esportes), almoçávamos e íamos para a escola, tivemos que amadurecer bem rápido e assim a gente se tornou mais madura e com muitas responsabilidades do que uma criança normal.

Os professores da ACM sempre foram os nossos exemplos e a gente os considerava como família. Lembro da primeira vez que a gente foi ao acampamento, foi uma delícia, várias atividades legais, e foi a primeira vez que eu e minha irmã dormimos fora de casa sem ser na casa dos meus avós.

A faculdade e carreira profissional

Eu entrei na faculdade em 2000, e em 2002, fui escolhida para fazer intercâmbio e representar a FEFISO em Montevidéu no Uruguai. Foram quase 2 meses morando e dividindo o quarto com outra colega, foi uma experiência incrível.

Durante a faculdade fiz vários estágios e trabalhos voluntários. Trabalhei como recreadora em festas infantis e buffets, monitora em hotéis-fazenda e resorts. Paguei minha faculdade sozinha.

Me formei em 2004, e comecei a dar aulas de natação e educação física em escola de educação infantil. Adorava dar aulas.

Programa de Au Pair e a vida nos USA

Em 2005, fui trabalhar como Au Pair nos Estados Unidos, e passei poucas e boas com famílias mais rigorosas, precisei contar com a ajuda de pessoas da igreja, de amigos que fiz por lá até encontrar outra família em que todos eram muito solícitos e simpáticos.

Fiquei 3 anos por lá e aprendi e amadureci bastante com essa experiência.

Uma grande avalanche

Em março de 2007, tive uma notícia horrível, de que meu pai havia falecido de ataque cardíaco, ele morava com os meus avós na praia. Infelizmente não consegui ir ao enterro dele. Passei praticamente 1 semana chorando e sem dormir direito, tive que procurar ajuda médica para conseguir  voltar a dormir.

De volta ao Brasil

Em dezembro de 2008, fui embora dos Estados Unidos com 4 malas e uma gata. Voltei a morar com a minha mãe em Sorocaba-SP, confesso que passei quase o ano seguinte todo meio revoltada e triste por ter voltado, ainda mais porque depois que se passaram 3 meses que eu havia voltado a minha mãe me falou que tinha conseguido o visto de residente permanente para o Canadá e que no ano seguinte iria emigrar.

Em 2009, conheci meu marido Nilson e desde lá não nos largamos. Em 2011, organizamos nosso casamento em 4 meses e oficializamos nossa união em novembro e construímos nossa casa em Campinas.

Empreendedorismo e Maternidade

Em abril de 2013, descobri que estava grávida e a data prevista para o Lorenzo nascer era no meio de janeiro do ano seguinte. Meu trabalho era extremamente estressante e a minha gestação foi bem complicada e de alto risco. Lembro de ficar pensando como faria, com quem eu o deixaria quando tivesse que voltar a trabalhar.

Em dezembro, com 3 dias de indução, meu primogênito nasceu lindo e saudável.

Em fevereiro de 2014, começou o meu interesse por carregar o Lorenzo e sem entender muito comprei um Sling de argola pela internet. Quando recebi fui ler as instruções e não me parecia muito seguro. Tentei carregá-lo e via que ele não ficava confortável e chorava demais. Acabei desistindo e deixei para lá.

A vida de mãe em tempo integral

Lorenzo e eu saímos quase todos os dias, grupos de mães, chá pós-partos, cinematerna, Sesc. E sempre via mães carregando seus filhos em carregadores de pano (slings).

No final daquele ano, fui convidada a voltar a dar aula de Inglês para crianças, lembro até hoje quando fui marcar a entrevista com a dona da escola, falei ao telefone: “olha eu tenho um bebê, posso levá-lo comigo para a entrevista presencial?” E a dona da escola falou: “Claro que pode”. E lá fomos nós e eu comecei a dar algumas aulas por semana e o Lorenzo ia junto comigo.

A descoberta da minha paixão pelos panos

Passou algum tempo e a minha vontade de carregar o Lorenzo e continuar amamentando só aumentava e comentei com a minha sogra se ela poderia fazer um wrap sling para nós, pois eu achava que por ser uma mulher grande o tamanho normal / padrão não iria caber em mim. E para minha surpresa coube e me apaixonei. Comecei a carregá-lo e vi uma oportunidade, um nicho. Comecei a comprar tecidos e a minha sogra os cortava e costurava os wrap slings. Continuei dando aulas de Inglês e vendia 1 ou 2, às vezes 3 slings por mês.

Não sabia que a partir daí não teria mais volta, criei a minha página no Facebook em março de 2015, e precisava de um nome e decidi colocar Deborah Slings. Comecei a gravar vídeos, o Lorenzo amava ser carregado e dormia super-rápido.

E em  janeiro de 2016, decidi fazer um novo carregador, o mei tai (um carregador estilo asiático). O nosso primeiro Mei Tai podia ser usado com bebês que já sentavam (6 / 7 meses) e foi um sucesso, mas mesmo assim eu ainda queria um modelo que fosse possível ser usado com bebês menores. E criei a minha conta no Instagram.

Em abril de 2016, descobri que estava grávida e foi uma gestação de alto risco pois quando eu estava de 19 semanas eu entrei em trabalho de parto e por muito pouco não perdi a minha bebê.

Fui afastada, parei de dar aulas de inglês e tive que ficar em repouso absoluto. Quando eu estava de 22 semanas, descobrimos que era uma menina e a nossa florzinha já tinha nome Chloe Sophia.

A grande decisão

Em janeiro de 2017, decidi que não iria mais voltar a dar aulas e que iria focar no meu empreendimento. E foi a melhor coisa que fiz e começamos a pensar em um novo modelo de Mei Tai.

Foi daí que em fevereiro de 2017, lançamos o nosso segundo modelo de Mei Tai, e dessa vez com a vantagem que ele tinha o painel evolutivo, sendo assim era possível ser usado por bebês a partir de 2 / 3 meses (assim que o bebê já tivesse controle na cervical).

Comecei a participar de várias feiras e eventos e em março de 2017, comecei a vender colares de âmbar para bebês. Este foi um ano de novas experiências, participei de mais de 15 eventos entre feiras e exposições. Comecei a ficar um pouco mais conhecida em Campinas, no mundo do babywearing e colares de âmbar.

Em julho gravei uma reportagem sobre carregadores ergonômicos para um quadro da EPTV (afiliada da Rede Globo), a matéria foi ao ar e fez bastante sucesso.

Aventuras no exterior e o sling

Em setembro de 2017, decidimos que iríamos viajar, visitar a minha host family e amigos nos USA e eu comentei com o Nilson, que era hora da gente criar e testar um mei tai toddler (para crianças acima de 2 anos ou 1,05) e em novembro, fomos nós 4 nos aventurar na Califórnia e no Colorado. Os mei tais ajudaram e facilitaram a nossa viagem, principalmente nos aeroportos, eu carreguei a Chloe Sophia e o Lorenzo foi carregado pelo papai. Foram 17 dias inesquecíveis, que deixou gostinho de quero mais.

Voltamos de viagem e começamos a planejar o ano seguinte e lançamos o nosso novo mei tai evolutivo e esse ficou sensacional, conseguimos fazer um modelo que o painel evolutivo fosse possível usar desde recém-nascido e que suportasse até 22 kgs, com as alças e cintura almofadadas, com capuz e super confortável.

E lançamos a nossa terceira geração de mei tai evolutivo logo após o carnaval e foi um sucesso, as clientes ficaram felizes por ser mais rápido e fácil de amarrar do que o wrap sling, e desde então o nosso novo modelo virou o carro chefe dos produtos da minha marca.

Determinação e garra

Se você chegou até aqui, pode notar que nem tudo são flores. Tudo que desejamos não cai do céu e é preciso ter determinação e garra para buscar soluções e realizar os sonhos que temos.

O empreender faz parte da minha vida, me dá liberdade e me mostra todos os dias que sou capaz de fazer a diferença na vida das pessoas, criando slings que são ergonômicos e que trazem facilidade, assim como trouxe para mim, também para outras mães com seus filhos.

Quer conhecer os modelos que produzo na minha empresa? Acesse a loja virtual ou me chame no whatsapp

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