24/03/2021

Confortáveis e práticos, os carregadores ergonômicos, conhecidos como sling, são feitos para facilitar o dia a dia na rotina com o bebê. Com benefícios comprovados – entre eles o de permitir que o bebê fique na posição vertical após as mamadas – os slings vêm ganhando cada vez mais adeptos no mundo.

Além da praticidade, eles estreitam os laços entre pais e filhos. “A proximidade de estar perto da pele da mãe ou do pai gera um vínculo maior com o filho”, ressalta Mariana Nudelman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, em uma entrevista para o site Bebê da Abril.

Sling e teoria do apego

O psicólogo, psiquiatra e psicanalista britânico John Bowlby foi o primeiro pesquisador a formular a chamada teoria do apego. Segundo ele, desde o nascimento, o ser humano tem uma necessidade de se relacionar com outras pessoas que ele escolhe e que não depende de nenhuma pulsão.

Nesse sentido, o apego é um intenso vínculo desenvolvido pelo bebê com uma única pessoa, geralmente a mãe, e que é mantido constantemente. A separação do bebê da figura do apego faz ativar um comportamento padrão: protesto, desesperança e, se durar mais tempo, desapego. Portanto, a teoria estabelece que o apego oferece um desenvolvimento correto ao bebê. Por isso, é importante que ele tenha essa figura à disposição, para se sentir seguro e estimulado.

O que é um carregador de bebê ergonômico?

É fundamental que a espinha, pelve e quadril do seu bebê estejam apoiados de forma adequada. E para isso alguns pontos devem ser observados:

Coluna

A coluna da criança não deve estar excessivamente ereta para que esteja apoiada corretamente. O ideal é que fique em uma curva “C” natural, posição próxima da mantida dentro do útero por 9 meses.

Quando a criança é colocada em um carregador que a deixa ereta demais isso acaba forçando a parte inferior da coluna.

Joelhos e quadril

Um carregador de bebê ergonômico vai deixar a criança com os joelhos flexionados e acima do nível do quadril, na posição chamada de “M”. Isso vai garantir que o quadril fique firme dentro do encaixe do carregador e, assim, o peso da criança será distribuído de maneira uniforme.

Um carregador não ergonômico ou na posição voltada para frente vai fazer com que o peso do bebê seja apoiado nas articulações do quadril, o que é preocupante de maneira geral, mas especialmente se a criança possui displasia do quadril.

Cabeça

Bebês muito pequenos não possuem controle completo da cabeça. Além disso, mesmo os maiores quando adormecem no carregador ficam com o pescoço “solto”, sem firmeza na cabeça. Pensando nisso, o carregador ergonômico irá dar suporte para a cabeça do bebê, garantindo que não aconteçam lesões cervicais.

Para ter uma noção do ajuste correto do carregador em relação ao corpo do cuidador, a indicação de altura adequada é aquela que permite que a cabeça do bebê seja beijada sem esforço. Isso deve ser ajustado a partir das alças, variando conforme a pessoa que leva a criança (pois cada uma terá um tipo físico diferente).

Por que é importante escolher um carregador de bebê ergonômico?

Carregar o bebê é algo com inúmeros benefícios para a criança e seu cuidador. Entre eles:

  • Favorece a formação de vínculo;
  • Facilita o contato pele a pele, especialmente importante no período conhecido como exterogestação (3 meses após o nascimento do bebê);
  • Deixa as mãos do cuidador livre para desempenhar outras atividades ou até dar atenção para outra criança mais velha;
  • Permite colo e aconchego sem que a coluna do cuidador seja sobrecarregada;
  • Possibilita praticidade em passeios e saídas em família.

Tipos de carregadores e suas diferenças

Alguns carregadores são mais conhecidos como Canguru, Sling de Argola, Wrap Sling, Mei Tai e Mei Tai Evolutivo e compartilho informações da matéria da Petit Papillon sobre suas diferenças:

CANGURU

O grande problema deste carregador é a forma como a criança senta. O bebê fica pendurado por sua genital e isso pode causar sérios danos posteriores.

SLING DE ARGOLA

Trata-se aqui de um dispositivo feito de tecido e com a presença, como o nome indica, de argolas para que se possa ajustá-lo de acordo com o tamanho do bebê.

Contudo, o ponto negativo desse modelo é que o mesmo pode acabar prejudicando a coluna de quem o usa, pois concentra todo o peso em um único ombro.

WRAP SLING

Em inglês, wrap significa amarrar, sendo o nome uma metáfora para o modelo, em vista do que ele faz.

Aqui, a grande vantagem é que ele de fato enrola os cuidadores, assim como os bebês, de modo que diferentemente do anterior o peso da criança é dividido entre os dois ombros e outras partes do corpo, prezando pelo equilíbrio.

MEI TAI

Em relação ao Mei Tai, ele também tem como ponto positivo a melhor distribuição do peso do bebê, visto que o mesmo é amarrado nos ombros e na cintura dos cuidadores.

Outro ponto em comum é que ele também demanda tempo para ser colocado e requer certa habilidade e prática de quem o utiliza.

Nesse sentido, a grande diferença dele para o Wrap Sling é que o Mei Tai apresenta uma base mais larga, que é melhor para o apoio da criança e que ficará na mesma posição citada anteriormente.

MEI TAI EVOLUTIVO

O nome indica, é uma variante do Mei Tai comum. A grande diferença de um para o outro é, portanto, a existência de reguladores para adequá-lo a bebês menores.

Enquanto o Mei Tai comum é indicado para crianças de 6 meses em diante, o Mei Tai Evolutivo pode ser usado desde o RN, dependendo do fabricante.

O Mei Tai evolutivo é sem dúvida a compra com melhor custo benefício, pois além de ergonômico você poderá utilizá-lo desde o nascimento do bebê até o peso de 22 quilos.

Para carregar o bebê

Com essas dicas, fica mais fácil você saber sobre a ergonomia e qual o mais indicado para usar com o bebê, sem prejudicar seu desenvolvimento tanto físico como emocional ao usar o sling.

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